Merlin Viaja: "Tão somente crianças: infâncias roubadas no Holocausto"

abril 28, 2015



Eu e o meu namorado no museu. A foto foi tirada para um jornal lá de BH.

Decidi começar uma prévia do meu "Diário de Viagem" com um post bem interessante e triste. Estive há alguns meses em Belo Horizonte e, por sorte, consegui ir à exposição sobre as Crianças do Holocausto, cujo nome "Tão somente crianças: infâncias roubadas no Holocausto". Na época, eu estava na metade do livro "As Mulheres do Nazismo" e o assunto dominava minha mente.
Por um acaso maravilhoso, a programação estava dentro dos horários e dias que eu estaria livre para conhecer a cidade, e, então, esse era o passeio que eu mais queria fazer. 
A exposição foi criada com um acervo especial do Museu do Holocausto, sediado em Curitiba, que recebeu contribuições de sobreviventes e instituições ligadas à memória do Holocausto. 
Na visitação, as pessoas conhecem histórias de resistência e sobrevivência, além de informações históricas distribuídas em 26 painéis. Há exibição de um vídeo com depoimentos e peças que retratam a memórias das vítimas, como documentos de nacionalidade, cartões postais de campos de concentração, cartas de familiares e objetos pessoais.

Carteira de identidade e documentos internacionais.
Depoimento de um garoto de 14 anos que habitava um dos vários guetos existentes na época. Notem que a foto destaca a presença das cercas de arame farpado, que delimitavam propriedade, no caso, a zona dos prisioneiros. Nos guetos, as crianças judias morriam de inanição e por exposição aos elementos. As autoridades alemãs eram indiferentes a esses assassinatos em massa, pois consideravam a maioria das crianças dos guetos improdutivas e, portanto, “consumidores inúteis de comida”.
A raça ariana é um conceito que surgiu no século 19, mas a sua definição no Holocausto foi criada a partir de conceitos que Hitler defendia ser "superior". O que era então? Seria supostamente pessoas de uma linhagem "pura", ou seja, constituída por indivíduos brancos, altos, fortes e de olhos claros, sendo estes também totalmente "saudáveis". As pessoas doentes e/ou deficientes eram rotuladas de "raça inferior". Não somente judeus e deficientes, mas negros, homossexuais e ciganos também eram odiados. 
Na foto, Anne Frankadolescente alemã de origem judaica, vítima do Holocausto, que morreu aos quinze anos de idade num campo de concentração. Em Auschwitz-Birkenau e outros campos de extermínio, as autoridades enviavam a maioria das crianças diretamente para as câmaras de gásOs alemães e seus colaboradores assassinaram cerca de 1,5 milhões de crianças, sendo um milhão delas judias, além de crianças alemãs com deficiências físicas ou mentais, crianças polonesas, e crianças que moravam na parte ocupada da União Soviética. 
Após a rendição da Alemanha nazista e o fim da Segunda Guerra Mundial, os refugiados e pessoas deslocadas pela guerra passaram a procurar seus filhos por toda a Europa. Havia também milhares de órfãos nos campos para refugiados.
Na instalação 'Caixa escura', o público se vê cercado por luzes refletidas em espelhos minúsculos, que representam a propagação da memória das crianças massacradas. Vozes de adolescentes curitibanos dizem os nomes de várias vítimas, suas idades e as cidades onde nasceram. Acima, eu e meu namorado assistindo um documentário no box instalado para vídeos. 
A exposição ocorreu na Bibilioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, Praça da Liberdade. Foi um prazer enorme conhecer Belo Horizonte e ganhar lembranças adicionais de um tema que eu não tenho nem palavras para expressar o quanto eu gosto de pesquisar e saber. Espero que gostem e me digam seus relatos e se possuem algum arquivo sobre o Holocausto. Podem mandar sugestões de filmes, livros e afins.
Beijocas!!

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3 Pichadas

  1. Eu acho muito triste essas exposições,
    Chorei tanto quando li o menino que roubava pipas e o menino do pijama listrado, assim como a menina que roubava livros.
    É que sou insistente e continuo lendo historias tristes.
    Kisses

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  2. gosto bastante de leituras que envolvam este tema. Nunca fui em exposições mais deve ser incrível.
    bjokas http://diadebrilho.com

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  3. Ai eu não gosto deste tipo de exposição não! :((
    beijinhos, Rê
    http://blogsonhosdeverao.com.br

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